Projeto Youcom – Redução de Custos e Risco Mantendo a Identidade

Projeto Youcom – Redução de Custos e Risco Mantendo a Identidade

Como Reduzir Custo e Risco em Obras do Varejo Mantendo a Identidade do Projeto

O Desafio da Equipe

Margens pressionadas, custos elevados e execução cada vez mais complexa são alguns dos principais desafios do varejo físico quando o assunto é expansão. Crescer deixou de ser apenas uma questão de abrir mais lojas. Hoje, exige método, engenharia aplicada e decisões de projeto que considerem escala, repetição e viabilidade desde o início.

É nesse contexto que a Kemp, empresa brasileira especializada em projetos e gerenciamento de múltiplas obras simultâneas, tem se destacado ao aplicar uma lógica ainda pouco comum no setor: tratar o projeto como uma ferramenta de eficiência operacional e estratégia de expansão, e não apenas como peça conceitual.

Com atuação em operações de grande escala para varejo, setor bancário e serviços, a Kemp acumulou experiência coordenando dezenas, e, em alguns casos, centenas de obras simultâneas em diferentes regiões do país. Ao longo desse percurso, identificou um padrão recorrente: a maioria dos desperdícios, atrasos e estouros de custo nasce antes da obra começar.

“O erro mais comum é achar que o problema está na execução. Na maioria das vezes, ele está no projeto mal resolvido, no detalhamento insuficiente e na falta de padronização”, explica Bárbara Kemp, arquiteta e especialista em projetos e gestão de obras e CTO da Kemp.
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A lógica defendida pela Kemp parte de um princípio simples: se cada obra é tratada como única, a escala se torna inviável. Para crescer com controle, é preciso transformar conhecimento técnico em processo, permitindo que diferentes equipes entreguem o mesmo padrão, com previsibilidade de custo, prazo e execução.

Esse raciocínio foi colocado em prática em um projeto desenvolvido em parceria com a Youcom, marca do grupo Lojas Renner S.A.

A iniciativa surgiu da necessidade estratégica de viabilizar a entrada da marca em novas praças, especialmente cidades menores e formatos alternativos, onde o modelo tradicional de investimento se mostrava elevado.

“O desafio não era apenas reduzir custo, mas encontrar um modelo que pudesse ser replicado com segurança, sem comprometer a identidade da marca nem a experiência do cliente”, afirma Rogério Moraes, CEO da Kemp.

A Solução da Kemp

A solução não veio de cortes superficiais, mas de uma revisão técnica aprofundada. Após uma análise detalhada do padrão vigente, foram identificados como principais ofensores de custo os elementos de fachada, estrutura metálica, mobiliário e acabamentos civis.

A partir desse diagnóstico, a Kemp liderou um processo integrado de revisão arquitetônica, engenharia e estratégia de execução, mantendo os principais signos da marca como o uso de telhas, madeira, preto e referências ao jeans, porém aplicados de forma mais estratégica, racional e alinhada à lógica de escala.

Entre as principais soluções adotadas estão a simplificação da fachada, a remoção de forros em áreas específicas, a revisão de pisos, a racionalização da iluminação, a padronização de mobiliário e o reaproveitamento de pré-existências sempre que possível. 

O novo conceito foi testado inicialmente em três projetos-piloto, dois outlets e uma loja em shopping inaugurados simultaneamente em novembro de 2025.

“Além da economia direta, o novo padrão trouxe ganhos relevantes em execução, menor dependência de fornecedores especializados e maior facilidade de obra. Isso aumentou significativamente a previsibilidade e a escalabilidade do portfólio”, afirma Rogério Moraes.
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Um dos pilares do projeto foi o modelo de gerenciamento de obras adotado pela Kemp, que atuou de forma integrada desde a fase de projeto até a execução em campo.

Segundo Rogério Moraes, o controle rigoroso de custos e prazos foi viabilizado por uma metodologia estruturada, baseada em controle de LPU, reuniões semanais, análise constante de projetos e acompanhamento contínuo das obras.

“A proximidade entre projeto, obra e gestão permite antecipar problemas, tomar decisões mais rápidas e evitar que desvios pequenos se transformem em impactos financeiros relevantes”, explica Rogério Moraes.

Esse modelo operacional só se sustenta em escala porque é apoiado pelo Workemp, plataforma desenvolvida pela Kemp, para transformar método em sistema, contribuindo para ganhos relevantes na gestão.

Rogério ainda destaca: “Passamos a ter controle por atividade e uma facilidade muito maior para analisar o cronograma praticamente, hora a hora. Isso trouxe mais transparência, organização documental e previsibilidade financeira ao projeto”.

Em um projeto-piloto, ajustes e decisões rápidas são inevitáveis. Nesses momentos, a atuação simultânea da Kemp nos dois lados — projeto e obra.

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